10 fevereiro 2005

Por que as pessoas usam perfume?

É... acabou o carnaval. Que pena, estava tão bom. :-) Bom, mas a vida é assim, fazer o quê, não é mesmo? De volta ao trabalho...

Uma coisa que não consigo entender e acho que sempre será um mistério para mim é porque as pessoas usam perfume... eu não gosto de perfumes, eles me deixam enjoada e com dor de cabeça. Não entendo como alguém pode gostar... não basta o cheirinho do sabonete? Hoje entrei no ônibus, me sentei ao lado de um senhor e logo tive que mudar de lugar pois não aguentei o cheiro de perfume misturado com cigarro. Me sentei ao lado de uma senhora que também estava com um perfume fedorento mas não tinha mais lugar livre no ônibus... resultado: estou me sentindo muito mal... ai, ai...

UPDATE 11/02/2005 - 08:32H:

Para facilitar, vou colar o texto do sabonete aqui:



09/02/2005 - O sabonete
De Rosana Hermann.

Nove entre dez pessoas que entram no banho usam o sabonete que estiver no chuveiro, não importanto a cor, credo, raça, perfume ou procedência do mesmo, o que parece ser um bom começo para a construção de um mundo mais justo, democrático e livre de preconceitos ou, pelo menos, pobre mas limpinho.

Embora a maioria dos usuários acredite que os sabonetes brotem nas saboneteiras por geração espontânea, todos eles foram comprados, desembalados e colocados lá, um a um, para uso de todos os freqüentadores do banho-box, por algum membro da família, em geral, a mulher. O marketing do banho de espuma das estrelas de cinema é tão eficaz que até hoje existem mulheres que acreditam que um dia um influente produtor de Hollywood vá aparecer no banheiro, entre a privada e o bidê e levá-las para o estrelato. Alguns levam, mas é só para mostrar o que a Maria Chiquinha estava fazendo atrás da horta.

O sabonete mereceria mais atenção da mídia em geral, já que trata-se do produto mais coletivo do ambiente doméstico. Nenhum outro item da casa freqüenta tantas reentrâncias íntimas da coletividade como o sabonete que só não é estigmatizado como promíscuo justamente por ter uma conduta impoluta.
Hoje em dia, além da grande variedade de marcas, cores, sabores e formatos, dos geométricos aos freudianos, existem lojas especializadas em sabonetes e afins, lojas essas que não necessitam de divulgação do endereço pois é só você entrar num shopping e cheirar seu caminho até lá, no sentido lato e não maradoniano da coisa, evidentemente.

Há sabonetes sensíveis, que desmancham na água, que viram mingau, que tentam o suicídio jogando-se no ralo. Há sabonetes ideológicos, duros e rígidos, de extrema direita, que não se rendem à sedução do banho, assim como também existem aqueles que são rejeitados pela família, que acabam ficando ali, na saboneteira, para sempre, secando e rachando como a esquerda no Brasil.

E, para encerrar esta crônica de higiene pessoal, um último conselho: não importa qual seja seu sabonete preferido, compre-o. Mesmo que seja caro, raro, estranho, renda-se a este capricho. Tenha o seu próprio sabonete, aquele que tem sua cara, seu cheiro, sua textura. Este pequeno mimo, um companheiro diário de seu momento mais íntimo e solitário, talvez seja o últimos dos prazeres acessíveis, o bálsamo aromático que vai fazer você feliz, do começo ao fim, de fio a pavio, de cabo, a rabo.

Sabonete já.

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