11 fevereiro 2005

Tortura sem fim...


Tudo começou quando consegui quebrar um dente, nem sei como até hoje e, para completar minha infelicidade, o dente quebrou abaixo da gengiva. Lá fui eu desesperada à uma dentista que me disse que o caso não tinha solução. Era um dente perdido e que o melhor a se fazer seria extraí-lo e fazer um implante.
Entrei em pânico. Respirei fundo e pedi que ela me explicasse como era feito o tal implante... fiquei mais desesperada ainda. Tanto pelo procedimento quanto pelo preço.
Desconfiada, resolvi pedir uma segunda opnião em algum dentista mais conhecido. Foi quando conheci a Dra. Anna. Muito boazinha, meiguinha, educadinha e todos os elogios que se pode dar a uma dentista... profisional do qual confesso sempre ter tido uma certa desconfiança, não pela sua idoneidade, mas pela suspeita de que eles possuam um certo gosto pela tortura.
Ela disse que era um absurdo querer estrair um dente tão bom, forte ainda e que poderíamos fazer uma coroa, com rebaixamento da gengiva.
Confesso que não gostei muito do "rebaixamento da gengiva" mas fiquei feliz por meu dente ainda ter alguma esperança. Saí de lá a felicidade em pessoa e pensando em como a outra dentista podia ser tão ruim.
Dias depois fizemos o tal rebaixamento e a coroa. Acho que vocês podem imaginar a tortura. Mas confesso que depois de extrair quatro sisos inclusos, tudo parece bem mais simples e confortável. Agora, seis meses depois, a coroa quebrou. Voltei lá e a Dr. Anna se disse espantada pois ela nunca tinha visto alguém conseguir quebrar uma coroa feita com este material, que é mais resistente... perguntou se eu não estaria rangendo os dentes enquanto durmo (como eu poderia saber?) e fez uma restauração. Dois dias depois a restauração saiu... não vi como, apenas percebi novamente o dente arranhando minha língua.
Terei que voltar lá, como se eu tivesse todo o tempo livre do mundo e nada para fazer... e o pior dos meus pesadelos me assombra: será que terei que voltar lá toda semana?!
Agora fico me perguntando se a outra dentista não estaria certa e esta é que é a ruim...
A vida é mesmo muito complicada.
Falando em vida complicada, estou tão cansada desta minha profissão estressante que estou pensando em levar adiante a sociedade da cachaça que farei com a Flavinha. Ela descobriu uma oportunidade que pode ser muito lucrativa, se soubermos aproveitá-la. Vamos vender Kits Caipirinhas na Espanha, ao precinho módico de 90 euros. Mais barato, para ganharmos da concorrência.
Estou falando sério, pára de rir. :-)
Veja o anúncio que ela encontrou:


Update 15:25h: Apesar de ter dito que a restauração saiu, que estou sentindo dores horríveis e exagerar pra caramba, não teve jeito. Só consegui consulta para o dia 22.
Lembrei de outra coisa que posso fazer para ficar rica: vender sandálias Havaianas no Canadá. Compro aqui por 8 reais e vendo lá por 40 dólares. Só preciso saber se a Barbara vai voltar para lá... caso contrário, precisarei de outra sócia. :-)

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