23 março 2005

Ai, ai... :-(

Hoje pela manhã tivemos aqui na nossa empresa uma palestra sobre qualidade de vida. A palestrante disse que temos que procurar sempre ver o lado positivo das coisas para aliviar nossas tensões e evitar aquelas dores no corpo, comuns às pessoas que vivem tensas. Na hora eu só consegui pensar em como fazer isso se trabalhamos em um lugar cercado por trombadinhas. Antes de chegar aqui eu já estou tensa, basta colocar os pés para fora do metrô, mesmo depois de ter olhado para os dois lados e me certificado de não ter ninguém suspeito por perto.
Venho mais correndo do que andando e só me sinto um pouco mais tranquila quando chego na frente dos Correios porque lá é cheio de seguranças.
Pois bem, imaginem que passado algum tempo depois da tentativa de assalto, eu já estava mais ou menos achando que a fase dos trombadinhas estaria passando, afinal o carnaval já acabou. Mas hoje comprovei que não.
Fomos eu e a Flávia almoçar na Enfermaria e, quando saímos, vimos um rapaz do outro lado dos carros estacionados ao longo da calçada e com o olho grande em cima da bolsa da Flávia. Eu estava sem bolsa, levei somente o cartão VR. Ficamos sem saber o que fazer e acabou que a Flávia disse, disfarçadamente: "- Vamos ali comprar uma coisa?", entendi logo que ela queria voltar. Voltamos para a frente da enfermaria e cogitamos a hipótese de dar a volta, passando pelo outro lado, mas vimos que ele continuava de olho na gente e que, com certeza, ele nos alcançaria do outro lado... então a Flávia sugeriu pegarmos o metrô e saltar na estação seguinte, para voltar ao trabalho. Foi o que fizemos.
Imaginem a minha revolta... a gente ser obrigada a pegar o metrô e ter que dar a maior volta para chegar ao trabalho para fugir de um trombadinha!
E para completar, quando saímos do metrô, ainda tivemos que ver um mendigo de calças arreadas, fazendo suas necessidades (número 2) no jardim ao lado da estação... passei ali morrendo de medo do cara se levantar e correr atrás da gente. Que dia, viu!
Ai, gente... perdi a esperança de vez. O Brasil não tem mesmo jeito.
Se eu quiser viver com tranquilidade, terei que me mudar daqui.

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