11 agosto 2006

Pequenino Grão de Areia

Contam que era uma vez um pequenino grão-de-areia chamado Godofredo. Era um comum e pequenino grão-de-areia que morava em uma praia, em meio a milhares e milhares de grãos de areia. Quando o vento soprava o seu sopro forte, os grãozinhos de areia corriam para um lado. Quando o vento soprava paro o outro lado, lá iam todos eles.

À noite, quando todos os grãos de areia dormiam, cansados de tanto soprar do vento, só o Godofredo ficava acordado. É que ele passava as noites admirando o bailar das estrelas. Porque, todas às noites, lindas estrelas bailarinas colocavam suas sapatilhas, fitas azuis nos cabelos e iam dançar bem pertinho da lua.

Enquanto elas dançavam lá no alto, cá em baixo, na praia, os olhos do grão-de-areia eram de um brilho só. Um dia, de tanto olhar para as estrelas, ele se encantou por uma delas. A mais linda das estrelas, que flutuava e parava com a pontinha dos seus pés na ponta da lua minguante.

Muitas e muitas vezes, quando todas as estrelas iam embora, pois o dia vinha chegando, a estrelinha ficava dançando só para o Godofredo. E, enquanto ela dançava, ele suspirava emocionado. Um dia, esse grão-de-areia quis se casar com a estrela. Ele tomou coragem, olhou lá pro alto e pediu a estrela em casamento:

- Casa comigo estrelinha? Você fica brilhando tão sozinha aí no alto e eu brilhando tão sozinho aqui embaixo! Vai, pula! Vem juntar o seu brilho com o meu!

A estrela achou tão bonito o pedido de casamento, que resolveu se casar na hora com o grão-de-areia. Ela olhou aqui para baixo, para a praia, e disse:

- Vou casar com você, me espera! Eu já estou iinnnnndo...

Só que ela errou o alvo. E ao invés de cair na praia, caiu no mar. E foi afundando, afundando, afundando... Até que parou bem no fundo do mar. Decidido, Godofredo saiu correndo, passando pelo meio dos outros grãos de areia e foi ao encontro da estrela. Foi se arrastando e flutuando pelas profundezas do oceano e, muitos anos depois, chegou lá na ponta do horizonte, onde o mar até parece que acaba aos olhos da gente. Lá, ele encontrou a sua estrela e os dois se beijaram. Foi um beijo tão bonito, que dele nasceram todas as estrelas do mar.

Por isso, quando você estiver caminhando por uma praia, qualquer praia, de qualquer canto do mundo, e encontrar uma estrela do mar, pode ter certeza de que você acaba de conhecer uma das tantas lindas filhas de Godofredo com Maria Estela. E de vez em quando, as meninas estrelas, que ainda moram no céu, brincam de pular e se lançar céu abaixo. É nessas horas que a gente vê as estrelas cadentes.

Autor: Giba Pedroza

Adorei esta historinha.

6 comentários:

  1. Aqui em casa tem um cd de histórias infantis desse autor. É sempre assim, quando algumas criancinhas afloram na nossa vida, afloram também o nosso lado criança. Pois comece a colecionar histórias porque no futuro terá que ter repertório! (rs*) A história é um doce!! Boa justificativa para as estrelas cadentes. Bom fim de semana! Beijus

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  2. Hi a very nice Site! Click the link "Brasilien in Weggis"


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  3. Minha cara Amiga tu és uma contadora de histórias por escelência...adorei...!

    Beijo

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  4. Muito fofo, Chris!

    Tudo bem contigo? Dei uma sumidinha básica, mas nunca a esquecidinha básica, viu? Adoro teu espaço e não me esqueço de ti!

    Um beijão e FELIZ DIA DOS PAIS pra vcs!

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  5. Aqui no Rio está passando uma peça infantil de muito sucesso e bom-gosto, que é baseada nesse conto.
    Fui assistir com a minha sobrinha e nós adoramos !
    beijo
    Kristal

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  6. Se não me engano a peça chama-se "O pequenino grão de areia", mesmo. É uma graça.

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